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Você tem medo de que o comprimento não combine com você ou você tem medo de que o seu cabelo fique mais curto do que você imagina?

26 de ago.
2 min de leitura

Antropologicamente falando, a cabeça — e, portanto, seu adereço natural, o cabelo — sempre ocuparam um lugar importante na construção da imagem. Ao longo da história, os cabelos estiveram associados á força, ao poder, á sensualidade, á rebeldia e ao pertencimento. Mudam as épocas, mudam as culturas, mas o cabelo permanece como um dos territórios mais visíveis através dos quais o ser humano comunica algo sobre si.


Na mitologia e nas narrativas antigas, encontramos inúmeros exemplos dessa relação, como, Sansão, cuja força estava simbolicamente associada aos cabelos; Afrodite, deusa grega do amor e da beleza, que, segundo a mitologia, nasce da espuma formada no mar a partir do sexo de Urano, lançado às águas por Cronos. Vênus sua correspondente na mitologia romana, aparece séculos mais tarde com seus cabelos longos, ondulados e envolventes, na interpretação de Botticelli em O Nascimento de Vênus, no Renascimento. E daí poderíamos chegar aos punks londrinos, oriundos de uma revolução de sem tetos, que mostravam suas rebeldia através dos cabelos coloridos e coléricos. Poderíamos atravessar séculos contando historias em que os cabelos, muito antes de serem apenas um adorno, já diziam quem erámos, o que sentíamos e a que mundo pertencíamos.



Mas, para mim, toda essa historia ganha um sentido ainda mais interessante quando saímos dos mitos, atravessamos os séculos e voltamos para a frente do espelho. Porque, se durante tanto tempo os cabelos foram capazes de carregar tanta força sobre nossa imagem, não é difícil compreender por que, ainda hoje, eles dizem tanto sobre nós. Talvez seja por isso que, diante de uma decisão aparentemente simples como "cortar o cabelo" surja um medo tão comum entre as mulheres, o comprimento. Você, provavelmente, conhece a sensação, explica o quanto quer cortar, mostra com as mãos, olha no espelho, mais ainda sim fica aquela dúvida de "será que o cabelereiro está enxergando o mesmo comprimento que eu?". Como a perspectiva é uma coisa muito líquida, eu gosto de encontrar referências que façam o seu olhar e o meu enxergarem a mesma coisa. Por que "curto", "médio" ou "longo" podem parecer medidas claras, até percebemos que cada um de nós as imagina de um jeito. A partir disso, gostaria de dividir com vocês referências que alinham perspectivas.


Usaremos partes do corpo como referência para alinhar nossas percepções de comprimento: cintura, seios. ombros e queixo se tornam pontos simples e visíveis para determinarmos juntos o comprimento do cabelo.

Criei um esboço abaixo para que você possa visualizar e compreender melhor esses comprimentos:

  • Longuíssimo (versão: curta, média e longa - relação com a cintura)

  • Longo (versão: curta, média e longa - relação com a seios)

  • Médio (versão: curta, média e longa - relação com o ombros)

  • Curto (versão: curta, média e longa - relação com o queixo)


Porque, quando se trata da nossa imagem, alguns centímetros podem mudar muito mais do que apenas o comprimento.


Sempre que você quiser comunicar o comprimento que você deseja, lembre-se que é muito mais como você quer se sentir do que quantos dedos ou centímetros quer cortar. Gostou desse tipo de conteúdo e quer ter mais dicas e conteúdos assim? Me acompanhe em minhas (outras) redes:

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